Os estabelecimentos de hospedagem turística do Chile registraram 1.508.054 pernoites em setembro de 2026, 1,9% menos que em setembro de 2025. O Instituto Nacional de Estatísticas (INE) divulgou o dado em 2 de novembro na sua Pesquisa Mensal de Hospedagem Turística (EMAT). A ocupação dos quartos ficou em 37,5% e a diária média por quarto ocupado subiu 4,0%, para 87.507 pesos chilenos.
Por trás da média nacional há um país dividido: oito regiões cresceram e oito caíram. A Região Metropolitana de Santiago, que concentra mais de um terço das noites, subiu 2,9%, enquanto Arica y Parinacota perdeu mais da metade dos pernoites e La Araucanía e Aysén caíram mais de 20%. Os números do mês são provisórios.
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| Pernoites | 1,508 milhão |
| Ocupação dos quartos | 37,5% |
| Diária média por quarto | $87.507 |
Pernoites no Chile em setembro de 2026: os números nacionais
| Indicador | Setembro de 2026 | Variação em 12 meses |
|---|---|---|
| Pernoites (noites) | 1.508.054 | -1,9% |
| Chegadas de hóspedes | 735.167 | -0,3% |
| Permanência média | 2,05 noites | -1,6% |
| Ocupação dos quartos | 37,5% | +0,04 p.p. |
| Diária média (ADR) | 87.507 CLP | +4,0% |
| Receita por quarto disponível (RevPAR) | 32.836 CLP | +4,1% |
Fonte: INE, boletim EMAT nº 336-septiembre-2026.pdf), 2 de novembro de 2026. Pesos chilenos correntes. O mês teve quase o mesmo número de hóspedes (735.167 chegadas, -0,3%), mas eles ficaram menos noites. A permanência média caiu para 2,05 noites. Nos hotéis e apart-hotéis os pernoites cresceram 0,3%; a queda veio de hostels, pousadas, cabanas e similares, que perderam 8,6%.
Setembro inclui as festas nacionais chilenas (Fiestas Patrias), e o INE atribui o movimento do mês tanto a viagens de trabalho quanto de lazer. De julho a setembro a amostra também inclui as hospedagens que só abrem na temporada de neve.
Quais regiões ganharam e quais perderam pernoites
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| Variação | |
|---|---|
| Atacama | 14,9% · Pernoites: 48.396 |
| Antofagasta | 5,4% · Pernoites: 141.116 |
| Maule | 3,9% · Pernoites: 31.751 |
| Metropolitana | 2,9% · Pernoites: 572.650 |
| Valparaíso | 2,7% · Pernoites: 181.219 |
| Los Lagos | 1,4% · Pernoites: 117.165 |
| O'Higgins | 0,7% · Pernoites: 41.864 |
| Biobío | -3,0% · Pernoites: 64.229 |
| Ñuble | -3,4% · Pernoites: 31.280 |
| Tarapacá | -8,3% · Pernoites: 50.954 |
| Magallanes | -12,0% · Pernoites: 39.199 |
| Los Ríos | -13,9% · Pernoites: 31.478 |
| Coquimbo | -14,0% · Pernoites: 69.381 |
| La Araucanía | -22,0% · Pernoites: 56.068 |
| Aysén | -22,2% · Pernoites: 16.833 |
| Arica y Parinacota | -53,8% · Pernoites: 14.471 |
| Região | Pernoites | Variação | Ocupação | Diária média |
|---|---|---|---|---|
| Arica y Parinacota | 14.471 | -53,8% | 24,7% | 41.947 CLP |
| Tarapacá | 50.954 | -8,3% | 33,5% | 51.828 CLP |
| Antofagasta | 141.116 | +5,4% | 52,2% | 83.021 CLP |
| Atacama | 48.396 | +14,9% | 38,0% | 58.694 CLP |
| Coquimbo | 69.381 | -14,0% | 26,5% | 65.429 CLP |
| Valparaíso | 181.219 | +2,7% | 26,0% | 117.350 CLP |
| Metropolitana | 572.650 | +2,9% | 64,8% | 95.803 CLP |
| O'Higgins | 41.864 | +0,7% | 28,6% | 76.202 CLP |
| Maule | 31.751 | +3,9% | 14,5% | 84.662 CLP |
| Ñuble | 31.280 | -3,4% | 23,0% | 136.698 CLP |
| Biobío | 64.229 | -3,0% | 34,4% | 71.500 CLP |
| La Araucanía | 56.068 | -22,0% | 24,5% | 84.505 CLP |
| Los Ríos | 31.478 | -13,9% | 29,1% | 63.487 CLP |
| Los Lagos | 117.165 | +1,4% | 31,2% | 77.421 CLP |
| Aysén | 16.833 | -22,2% | 17,2% | 58.310 CLP |
| Magallanes | 39.199 | -12,0% | 27,7% | 123.569 CLP |
Fonte: INE, EMAT setembro de 2026. Ocupação = taxa de ocupação dos quartos. Atacama foi a região que mais cresceu (+14,9%), seguida de Antofagasta (+5,4%) e Maule (+3,9%). No outro extremo, Arica y Parinacota caiu 53,8% e sua ocupação baixou 17,98 pontos, a maior queda do país. Tarapacá recebeu mais hóspedes (+16,8%), mas a permanência média encolheu 21,5%, para 1,81 noite, segundo a direção regional do INE citada pela Radio Paulina.
No sul, Los Lagos foi a única região que cresceu. Ñuble, que teve a diária média mais alta do país, registrou sua sexta queda mensal seguida, segundo o La Discusión. A tabela completa, para ordenar por qualquer coluna, está mais abaixo.

Ocupação hoteleira no Chile por região: Santiago e Antofagasta no topo
A ocupação dos quartos mostra quão cheias estiveram as hospedagens em todos os dias do mês. A Região Metropolitana chegou a 64,8% e Antofagasta a 52,2%, dois destinos onde pesam as viagens de negócios e a mineração. No outro extremo ficaram Maule (14,5%) e Aysén (17,2%), que em setembro ainda estão fora da alta temporada. Atacama (+4,82 pontos) e Antofagasta (+2,59) foram as que mais subiram.
Para o viajante, uma ocupação baixa na primavera costuma significar mais disponibilidade e preços melhores antes do verão. Os meses anteriores estão em ocupação hoteleira no Chile por região.
Diárias de hospedagem no Chile: onde mais subiram
| Região | Diária média (ADR) | Variação em 12 meses |
|---|---|---|
| Ñuble | 136.698 CLP | +28,6% |
| Magallanes | 123.569 CLP | +14,6% |
| Valparaíso | 117.350 CLP | +14,1% |
| Metropolitana | 95.803 CLP | -1,6% |
| Maule | 84.662 CLP | +6,4% |
| Total nacional | 87.507 CLP | +4,0% |
| Tarapacá | 51.828 CLP | +12,2% |
| Arica y Parinacota | 41.947 CLP | -15,7% |
Fonte: INE, ranking regional de ADR de setembro de 2026 (seleção). O ADR é a diária média por quarto ocupado, em pesos correntes. Ñuble passou a ter a diária mais alta do Chile (136.698 pesos, +28,6%), efeito das hospedagens de montanha de Nevados de Chillán que entram na amostra na temporada de neve. Magallanes (123.569 pesos) já cobra preços de alta temporada: é a porta de entrada de Torres del Paine.
Na receita por quarto disponível (RevPAR), as maiores altas foram em Atacama (+25,5%) e Ñuble (+23,8%), e as maiores quedas em Arica y Parinacota (-51,2%) e Aysén (-15,5%).

Todas as regiões em uma tabela para ordenar
| Arica y Parinacota | 14.471 | -53,8 | 24,7 | 41.947 |
| Tarapacá | 50.954 | -8,3 | 33,5 | 51.828 |
| Antofagasta | 141.116 | 5,4 | 52,2 | 83.021 |
| Atacama | 48.396 | 14,9 | 38,0 | 58.694 |
| Coquimbo | 69.381 | -14,0 | 26,5 | 65.429 |
| Valparaíso | 181.219 | 2,7 | 26,0 | 117.350 |
| Metropolitana | 572.650 | 2,9 | 64,8 | 95.803 |
| O'Higgins | 41.864 | 0,7 | 28,6 | 76.202 |
| Maule | 31.751 | 3,9 | 14,5 | 84.662 |
| Ñuble | 31.280 | -3,4 | 23,0 | 136.698 |
| Biobío | 64.229 | -3,0 | 34,4 | 71.500 |
| La Araucanía | 56.068 | -22,0 | 24,5 | 84.505 |
| Los Ríos | 31.478 | -13,9 | 29,1 | 63.487 |
| Los Lagos | 117.165 | 1,4 | 31,2 | 77.421 |
| Aysén | 16.833 | -22,2 | 17,2 | 58.310 |
| Magallanes | 39.199 | -12,0 | 27,7 | 123.569 |
A EMAT mede hotéis, apart-hotéis, hostels, pousadas, pensões, cabanas e similares; não inclui aluguéis por plataformas como Airbnb nem casas particulares. O INE publicará os dados de outubro no início de dezembro, já com o começo da alta temporada. As chegadas de turistas estrangeiros por país, que medem outra coisa (entradas no Chile), estão em turistas estrangeiros no Chile por país.
Perguntas frequentes
Quantos pernoites houve no Chile em setembro de 2026?
1.508.054, 1,9% menos que em setembro de 2025, segundo a EMAT do INE publicada em 2 de novembro de 2026. O número é provisório.
Qual região teve maior ocupação hoteleira em setembro de 2026?
A Região Metropolitana de Santiago, com 64,8% dos quartos ocupados, seguida de Antofagasta (52,2%) e Atacama (38,0%). A média nacional foi de 37,5%.
Quanto custa em média uma noite de hotel no Chile?
A diária média por quarto ocupado foi de 87.507 pesos em setembro de 2026, considerando todo tipo de hospedagem turística. Em hotéis e apart-hotéis foi de 97.751 pesos, e em hostels, cabanas e similares, de 48.775 pesos.
Qual região perdeu mais turismo em setembro?
Arica y Parinacota, com 14.471 pernoites, 53,8% menos que um ano antes. Em seguida vieram Aysén (-22,2%) e La Araucanía (-22,0%).



