Os preços para viajar pelo Chile subiram com força no último ano. Em agosto de 2026, o preço dos pacotes turísticos nacionais teve alta de 49,8% em doze meses, o do transporte aéreo de passageiros subiu 29,0% e o do ônibus intermunicipal, 19,8%, segundo o Barômetro de Turismo de setembro de 2026 da Subsecretaria de Turismo do Chile, que reúne os dados do índice de preços ao consumidor (IPC) do INE, o instituto nacional de estatísticas.
O mesmo relatório mostra que a hospedagem subiu bem menos: 4,3%. E a hotelaria teve um agosto tranquilo, com 1.696.082 pernoites no país, 0,7% menos que um ano antes, de acordo com a Pesquisa Mensal de Hospedagem Turística do INE, publicada em 1º de outubro.
Quanto subiram os preços para viajar pelo Chile
O barômetro compara o índice de preços de cada produto turístico com o de agosto de 2025. São variações do IPC, não tarifas médias: indicam quanto o preço se moveu, não quanto custa uma passagem ou um pacote específico.
| Produto (IPC) | Variação em 12 meses, agosto 2026 | Fonte |
|---|---|---|
| Pacotes turísticos nacionais | +49,8% | Barômetro de Turismo, setembro 2026 |
| Pacotes turísticos internacionais | +43,7% | Barômetro de Turismo, setembro 2026 |
| Transporte aéreo de passageiros | +29,0% | Barômetro de Turismo, setembro 2026 |
| Transporte em ônibus intermunicipal | +19,8% | Barômetro de Turismo, setembro 2026 |
| Serviços de hospedagem | +4,3% | Barômetro de Turismo, setembro 2026 |
O relatório não explica as causas de cada alta. O que fica claro é a diferença entre se deslocar e dormir: transporte e pacotes encareceram muito mais que as camas. Para quem monta a própria viagem, o peso do orçamento passa para a passagem e o ônibus. Nossos guias quanto custa viajar ao Chile e transporte no Chile ajudam a comparar alternativas.
Ocupação hoteleira de 39,6% e diária média de 89.828 pesos
Em agosto, a taxa de ocupação de quartos no país foi de 39,6%, apenas 0,21 ponto acima de um ano antes. A diária média (ADR) chegou a 89.828 pesos chilenos, alta de 1,6%, e a receita por quarto disponível (RevPAR) a 35.534 pesos, alta de 2,1%, segundo o INE.
| Indicador (agosto 2026) | Total do país | Variação em 12 meses |
|---|---|---|
| Pernoites | 1.696.082 | -0,7% |
| Chegadas a meios de hospedagem | 798.946 | -1,8% |
| Estadia média | 2,12 noites | +1,1% |
| Ocupação de quartos | 39,6% | +0,21 ponto |
| Diária média (ADR) | 89.828 pesos | +1,6% |
| Receita por quarto disponível (RevPAR) | 35.534 pesos | +2,1% |
Hotéis e apart-hotéis resistiram melhor que pousadas, cabanas e hostels: seus pernoites subiram 1,1%, enquanto os dos demais meios de hospedagem caíram 6,9%. A ocupação hoteleira foi de 51,8% e a dos outros meios, de 19,9%.

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A diária média mais alta do país em agosto não foi em Santiago, mas em Ñuble, com 175.988 pesos por quarto ocupado, 28,5% a mais que em 2025. É a região dos Nevados de Chillán, cujas hospedagens da temporada de neve entram na amostra do INE entre julho e setembro. Em seguida vêm Valparaíso e a Região Metropolitana.
| Região | Diária média (ADR) | Variação | Ocupação de quartos |
|---|---|---|---|
| Ñuble | 175.988 pesos | +28,5% | 30,6% |
| Valparaíso | 135.100 pesos | -0,9% | 23,8% |
| Metropolitana | 101.071 pesos | +1,0% | 76,4% |
| La Araucanía | 90.000 pesos | +13,7% | 25,3% |
| Antofagasta | 79.264 pesos | +3,6% | 51,7% |
| Magallanes | 64.496 pesos | -30,7% | 21,8% |
| Aysén | 56.219 pesos | -15,7% | 14,0% |
No outro extremo, as tarifas caíram com força no extremo sul, que em agosto está na baixa temporada: Magallanes recuou 30,7% e Aysén 15,7%. Em pernoites, a Região Metropolitana somou 752.128 (+4,9%) e Valparaíso 166.999 (-3,3%). A maior queda foi em Arica y Parinacota, com 43,2% menos noites.
Menos estrangeiros e mais viagens curtas
O barômetro confirma uma tendência que já contamos em turistas estrangeiros no Chile em 2026: em julho chegaram 410.213 turistas estrangeiros, 16,8% menos que em julho de 2025, e de janeiro a julho a queda acumulada é de 19,1%. O detalhe por país está no nosso ranking de turistas estrangeiros no Chile por país.
| Indicador | Dado | Período |
|---|---|---|
| Tráfego aéreo internacional (JAC) | -2,8% | Agosto 2026 |
| Tráfego aéreo nacional (JAC) | -1,5% | Agosto 2026 |
| Veículos em praças de pedágio (INE) | +2,4% | Agosto 2026 |
| Índice de atividade turística (INATUR) | -0,74% | Segundo trimestre 2026 |
| Turismo interno, viagens curtas com pernoite | +3,9% | Segundo trimestre 2026 |
| Ocupados nas atividades do turismo | 673.353 (+5,7%) | Junho-agosto 2026 |
O novo índice INATUR da Subsecretaria mostra que o turismo receptivo caiu 9,11% no segundo trimestre, enquanto o interno cresceu 1,53%, puxado pelas viagens curtas. Ou seja: os chilenos continuam viajando, mas mais perto e por menos dias, e o carro ganha espaço, como sugere a alta nas passagens por pedágios.

Preços para viajar pelo Chile no verão: como lidar com eles
- Compare o transporte antes da hospedagem: com a passagem aérea 29% mais cara que há um ano, o ônibus ou o carro podem mudar o total da viagem. Veja também nosso guia de quando viajar ao Chile por região.
- Monte a viagem por partes: os pacotes nacionais foram o item que mais subiu (+49,8%). Cotar separadamente voo, hospedagem e passeios mostra onde está o sobrepreço.
- O sul na baixa temporada sai mais barato: Magallanes e Aysén tiveram as maiores quedas de tarifa em agosto. Na primavera, antes do pico de janeiro, ainda há margem.
- Santiago está cheia: com 76,4% de ocupação, a capital é a região com menos disponibilidade. Reserve com antecedência se for viajar a trabalho ou para um evento.
Uma ressalva: o INE avisa que os números do mês são provisórios e devem ser lidos junto com seus indicadores de variabilidade. Vamos atualizar esta notícia quando sair o barômetro com os dados de setembro.
Perguntas frequentes
Quanto subiram as passagens aéreas no Chile?
O índice de preços do transporte aéreo de passageiros subiu 29,0% entre agosto de 2025 e agosto de 2026, segundo o Barômetro de Turismo da Subsecretaria de Turismo.
Qual foi a ocupação hoteleira do Chile em agosto de 2026?
A ocupação de quartos foi de 39,6% no país, com 76,4% na Região Metropolitana, a mais alta, segundo o INE.
Onde a diária de hotel é mais cara no Chile?
Em agosto de 2026, Ñuble teve a diária média mais alta (175.988 pesos por quarto ocupado), seguida de Valparaíso (135.100 pesos) e da Região Metropolitana (101.071 pesos).



