O Chile reconhece oficialmente dez povos originários, e vários deles mantêm sua cultura, língua e identidade vivas em diferentes regiões do país, muito além do que se mostra em museus: são comunidades ativas, não apenas patrimônio histórico.
Os povos com maior presença turística
- O povo mapuche, o mais numeroso do Chile, presente principalmente na Araucanía, onde várias comunidades oferecem turismo rural e cultural gerido por elas mesmas.
- Os povos aimará e atacameño (lickanantay), no extremo norte e em torno de San Pedro de Atacama, cuja arquitetura de adobe e tradições agrícolas em terraços seguem presentes em povoados como Toconao ou Socaire.
- O povo rapa nui, na Ilha de Páscoa, com uma língua e identidade próprias reconhecidas como patrimônio imaterial.
Como conhecê-la de forma respeitosa
A forma mais direta de se aproximar dessas culturas sem cair em um folclorismo superficial é priorizar experiências geridas pelas próprias comunidades -guias, hospedagens rurais ou feiras artesanais locais- em vez de passeios genéricos que só usam a estética indígena como decoração. Em San Pedro de Atacama e em várias comunidades mapuche da Araucanía, esse tipo de turismo comunitário já está bastante desenvolvido e é fácil de reservar diretamente.