Chiloé, o arquipélago ao sul de Puerto Montt, tem uma identidade tão diferente do resto do Chile que muitos viajantes o descrevem como "outro país": arquitetura própria, uma mitologia com mais de um século de tradição oral e um ritmo de vida marcado pelo mar.
Palafitas e igrejas patrimoniais
As palafitas -casas de madeira construídas sobre estacas na beira da costa- são o cartão-postal mais conhecido de Castro, a capital da ilha. A isso se somam 16 igrejas de madeira declaradas Patrimônio da Humanidade pela UNESCO, construídas sem pregos metálicos, seguindo técnicas de carpintaria naval trazidas por missionários jesuítas.
Mitologia chilota
Chiloé tem sua própria mitologia, com personagens como o Trauco, o Caleuche (um navio fantasma) e a Pincoya, que seguem presentes no imaginário local e são contados em museus e passeios guiados pela ilha. Essa identidade cultural, somada ao isolamento geográfico histórico do arquipélago, é o que explica por que Chiloé parece tão diferente do resto do país.
A ilha grande de Chiloé se percorre bem de carro em 3 a 4 dias, combinando Castro, Ancud (ao norte) e Dalcahue, embora também existam ilhas menores do arquipélago que se visitam em excursões de um dia de lancha.